terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

História

O “Dicionário Geográfico do Brasil", de Moreira Pinto, consigna em 1852, o conhecimento do Rio Purus por alguns coletores de drogas. Em meados do séc. XIX ocorre a visita de João Cunha Correa, vulgo João Cametá, à região do rio Purus. Em 10.05.1852 parte de Manaus, a expedição de Tenreiro Aranha, com o objetivo de encontrar ligação através das campinas, entre os rios Purus e Madeira. Em 1854, Frei Pedro Coriana, funda no rio Purus uma missão de índios, sob o nome de São Luís Gonzaga. Em 1861, também com o objetivo de encontrar comunicação entre os rios Purus e Madeira, é organizada outra expedição, chefiada por Manuel Urbano da Encarnação. Em 1869, chega à região a primeira leva de cearenses liderada por João Gabriel de Carvalho e Melo. Em dezembro de 1871 chega a maior leva de maranhenses, sob o comando do Cel. Antônio Rodrigues Pereira Labre, instalando-se às margens do rio Purus, na terra firme de Amaciari, que passa a denominar-se elevação de Lábrea à sede de freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora de Nazaré de Ituxi. Em 1874 é criado o distrito de paz de Lábrea. Em 14.05.1881, pela Lei Provincial nº. 523, a freguesia é elevada à categoria de vila. Em 22.05.1883, é criada a comarca do rio Purus, com sede em Lábrea. Em 22.10.1890, pelo Decreto Estadual nº. 67, é desmembrado de Lábrea o território que formou o município de Boca do Acre. Em 1896, Lábrea sofre outro desmembramento territorial, desta vez para construir o município de Canutama. Em 11.09.1894, pela Lei Estadual nº. 97, Lábrea é elevada à categoria de cidade.

Fonte
http://www.wanderleydallas.com.br/component/content/article/139/591-labrea.html
acessado em Março de 2013.

História de Lábrea (visão religiosa)

Durante o século XIX, quando no Brasil havia uma grande atividade missionária e educativa da Igreja, o rio Purus era ainda desconhecido. O primeiro missionário foi o capuchino genovês frei Pedro de Ceriana, quem fundou em 1854 a missão de São Luis Gonzaga com índios muras, canuicís, mamurús, katukinas, sipés, jamamadís e apurinãs. A experiência durou apenas dois anos, devido ao abuso dos comerciantes e do governo.
Nessa época até Canutama, o Purus já estava habitado por brancos: comerciantes sem escrúpulos, cruéis, ambiciosos, corruptos e assassinos de índios. Devido a estes abusos, Antônio Macedo Costa, bispo do Pará, não aceitou a subordinação dos missionários aos civis e surgiu a fundação de colônias missionárias que velariam para que os índios não fossem enganados.
Seis missionários franciscanos, procedentes da Bolívia iniciaram a experiência em setembro de 1870. Mas as enfermidades, a falta de companheiros e recursos financeiros, o fracasso dos assentamentos e, sobretudo, os abusos de patrões e comerciantes os obrigaram a abandonar a missão em 1881.
O bispo enviou também o cearense Padre Francisco Leite Barbosa, recém ordenado. No dia 8 de setembro de 1878 tomou posse da nova paróquia de Lábrea. Seu trabalho pastoral ia desde a desembocadura do Purus no Solimões, até a fronteira com Peru e Bolívia: 400.000 km2. Em 1908, após trinta anos de trabalho, retirou-se.

Em seguida do Padre Leite, três sacerdotes diocesanos atenderam sucessivamente a paróquia de Lábrea: Ulisses Montesano acabou de construir a catedral; Manuel Monteiro, nascido no seringal Carmo, em Canutama, primeiro sacerdote do Purus; e José Tito, que entregou a paróquia aos Agostinianos Recoletos em 1926. Com o território que correspondia ao Estado do Acre formou-se uma nova paróquia e tempo depois uma Prelazia.
Em 1878 criou-se também a paróquia de São João Batista em Arimã, o maior núcleo de população depois de Lábrea. Tinha uma capela de estacas e telhas e foi dedicada a São João Batista. Em 1897 sua sede foi trasladada para Canutama. Os primeiros tempos foram de enfrentamentos diversos entre o pároco e o povo.
Em 1901, José Lorenzo, bispo do Amazonas, “saiu de Canutama levando amargas lembranças”. Manuel Hurtado, primeiro pároco, tendo péssimas informações sobre seu destino, nem se apresentou. Os problemas com os seguintes párocos foram numerosos e graves. José Laurindo sofreu grandes afrontas e sensabores. Seu sucessor, Manuel José, foi perseguido, caluniado e encarcerado pelos chefes da localidade.
Sucedeu-lhe Francisco Villa. Foi um excelente educador, mas as desavenças com os chefes da cidade foram sérias. Em 1917 deixou o sacerdócio. Nesta situação os agostinianos recoletos, receberam a futura Prelazia de Lábrea, aos 17 de outubro de 1926.

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